terça-feira, dezembro 20, 2005

um quarto

Lembro-me de noites grudados. De teu rosto acariciando a minha face. De teus cabelos iluminados à luz do luar. Apenas uma música de fundo e um fundo azul. Respiração ofegante. Massagem interminável. Rezávamos para a noite não se acabar e o momento que outrora nos pertenceu continuar para todo o sempre. Insolente eu fui em te deixar partir. Inocente as tuas palavras de adolescente me partiram o coração. E eu fui. E aqui estou, me lembrando de novo dessas memórias danadas que insistem em me perseguir. Foi bom, muito bom enquanto durou. Aquele quarto não tem mais vida hoje em dia. A minha vida é só um quarto de alegria.

Um comentário:

goodnill disse...

Poxa (aquela sua velha espressão de admiração!) Luiz, você está escondendo o jogo, rapá! Como se não bastasse mandar bem nos gráficos, é bom com as palavras. Como diria o grande filósofo Paulinho, as meninas só tem motivos para "chorar".