domingo, outubro 30, 2005

Me dátua mão

Me dátua mão
Quero te levar aos confortos da terra nova
unirmos-nos em um
dois amantes entrelaçados
pela beira do pecado
Me afogar em teus lábios
encarar o mundo em devaneio
um sim um não
o que importa é que estais aqui agora
e dizerte-ei nos confins do vernáculo
quão desejada sua presença se faz
das púrpuras cores do vinho do teu suspiro
ao enveredar de longas tardes te darei
venha até mim que já estou enfeitiçado
por você dormindo ao teu lado
endagarei as doces curvas do formato
em barcarei neste sonho esperado
temperado
e enfim murmurar frasetas do dia-a-dia
o momento se faz presente
Sem aviso prévio
Quando aprendestes a amar?
Estendo meus cumprimentos
Me dátua mão.

Um comentário:

andarilho disse...

taí um grande questionamento que nunca ousei fazê-lo: "quando aprendeste a amar?" e o fizeste bem. palavras fortes, cortantes - diziguás - é um verdadeiro prazer enveredar por estas, cada vez mais nordestas, palavras.